Na apresentação do novo Gol à imprensa, a Volkswagen decidiu mostrar as caras das pessoas que refizeram o projeto. A equipe, toda ela jovem, veio a caráter: roupas de grife, visual moderninho, parecendo que iam para uma balada. Se foi intencional ou não, a verdade é que representa bem o espírito que o Gol G4 (geração 4, segundo a montadora) passará ao público. A de um carro que deixou de lado a tradição e flertou com as benesses da modernidade.
Em outras palavras, saem de cena as linhas retas e conservadoras e entram curvas, elementos circulares e a praticidade interna, coisas que outros carros mais recentes usam como argumento de venda. Quem via no Gol a personificação do veículo masculino vai ter de se acostumar com sua nova tendência metrossexual – comportamento que define homens heterossexuais com preocupações estéticas e de saúde vistas mais no público feminino.
Estilo
A mais evidente mudança no Gol está na frente. Seguindo o padrão visual visto nos últimos lançamentos da matriz alemã, o compacto tem agora linhas mais marcantes na parte frontal, com o formato em V do capô. A diferença é que agora o vinco é para dentro, tornando os faróis mais destacados. Por falar neles, o conjunto ficou maior e integrado ao pára-choque. É uma mistura de Fox com o novo Passat. Para não citarmos muitos outros modelos.
Na traseira, o que mais chama atenção é a lanterna com o grande círculo que se soobressai na superfície. A tampa do porta-malas ficou arredondada, inclundo o vidro. A inspiração, nesse caso, parece ter sido o Polo. Por dentro, lá se foi o painel escuro e tradicional, com sua bela iluminação azulada. Segundo os designers da VW, o conceito do novo painel é o de uma mochila de alpinismo, ou seja, que consiga ser útil aos ocupantes durante as viagens.
Ao contrário do Gol Geração 2, o famoso “bolinha”, desta vez a preocupação foi arejar o ambiente do automóvel e, por isso, o painel ficou mais inclinado e num tom mais claro. O porta-luvas, por exemplo, tem uma parte fechada e uma prateleira auxiliar, além de um ponto de energia para facilitar a vida dos usuários de celulares, MP3 players e afins. O console central está mais organizado, reunindo os botões do pisca-alerta, desembaçador, rádio e ar-condicionado. Os bancos ganharam padronagem nova, com tecido mais leve e resistente.
Mas nem tudo é original na geração 4. Quem conhece outros carros da marca, vai notar que alguns equipamentos e peças foram aproveitados para economizar custos. O painel de instrumentos é o item mais notório. Trata-se do mesmo usado pelo Fox, aquele pequeno, com os indicadores reunidos num semicírculo. É um dos aspectos que mais desagradaram, em nossa opinião. Há mais sinergia entre os dois compactos: acionador dos retrovisores, maçaneta das portas e o acabamento interno das portas, numa peça única de plástico.
Muita gente também dirá que os direcionadores de ar foram copiados descaradamente do Fiesta e nós vamos fazer coro: são realmente muito parecidos. Houve uma evolução importante, no entanto: a pedido dos consumidores, a Volkswagen transferiu os comandos dos vidros elétricos do console central para as portas. O número de porta objetos também cresceu, obedecendo a exigência do público.
Mecânica
Como o carro continua líder geral do mercado, a Volks preferiu não mexer na sua parte mecânica, consagrada como uma das mais confiáveis entre os veículos nacionais. Por outro lado, isso faz com que a arquitetura ultrapassada do Gol permaneça como ponto fraco do modelo. A falta de espaço interno e a posição desconfortável do motorista continuam do mesmo jeito, bem como o motor em posição longitudinal, ao contrário dos seus concorrentes.
Mercado
Com a chegado do G4, saem de cena o Gol Special, que usava a carroceria do Geração 2, e também a Geração 3 inesperadamente. A Volkswagen revelou que quer padronizar a oferta do modelo, ao invés de manter no mercado uma versão antiga, como fazem seus concorrentes. Com isso, o Gol passa a estar disponível com motores 1.0, 1.6 e 1.8, todos bicombustíveis ( o que marca o fim dos motores a gasolina).
Os preços foram mantidos, apesar das melhorias. Com isso, a versão mais barata, o Gol City 1.0 2 portas, custa R$ 24 187. Veja os demais preços sugeridos.
Gol City 1.0 TotalFlex 4 p : R$ 25 446
Gol City 1.6 TotalFlex 2 p : R$ 27 842
Gol City 1.6 TotalFlex 4 p : R$ 29 349
Gol Plus 1.0 TotalFlex 2 p : R$ 26 640
Gol Plus 1.0 TotalFlex 4 p : R$ 28 160
Gol Power 1.6 TotalFlex 4 p : R$ 32 327
Gol Power 1.8 TotalFlex 4 p : R$ 32 802